Nunca fui boa nessa coisa de fotografar, mas essas imagens foram alguns dos ângulos pelos quais vi a cidade de São Paulo, onde passei o último feriado. E não, eu não conhecia São Paulo... Bom, para falar a verdade, fui lá quando criança e não me lembrava de muita coisa.
Apesar do calor, eu caminhei, caminhei e caminhei... Logo de início, conheci o famoso pão com mortadela do Mercadão. Na 25 de março, o rapa também passa, e os camelôs tem uma mesinha "abre e fecha", acredito eu, especialmente criada para a ocasião. Na Oscar Freire, que é a Beverly Hills do Brasil, vi Grazi Massafera fazer compras e gente comprando vestidos de R$1.500. Andei de metrô e, ok, é mais organizado... mas não tem ar-condicionado! Um horror!
Saltei na Estação da Luz e aquilo é lindo demais. Um homem tocava piano na entrada da estação e eu parei para escutá-lo. Uma feira de carros antigos acontecia e foi a minha perdição! Vocês sabem, agora, com o Oliver, carros antigos estão entre meus principais interesses. Pesquisei preços de peças, tirei fotos de fusquinhas "gêmeos" e comprei uma miniatura!
Visitei o Museu da Língua Portuguesa e me emocionei... Bobagem, eu sei, mas ali dentro, as palavras têm a magia que eu sempre enxerguei nelas. A exposição de Cora Coralina, a senhorinha de Goiás que foi uma das maiores poetisas de nosso país, é de chorar. A história da nossa língua, as pessoas interagindo, as crianças interessadas... Eu era capaz de ficar o dia todo ali, só observando a força das palavras. Mas na Pinacoteca, logo em frente, já se formava uma grande fila para a exposição do artista francês, Henri Matisse, e eu não podia perder.
O almoço, ao som de um trio tocando sax, encerrou um dia único... O prazer que eu sentia se igualava ao de um mergulho no mar de Ipanema. Rio e São Paulo, cada um no seu quadrado, porém ambos deliciosos.